terça-feira, 27 de outubro de 2015

Barcelona, la ciudad de Gaudí

Hoje vim expor para vocês a minha relação afetiva com Barcelona, capital da Catalunha e uma das cidades mais visitadas da Espanha. Com um toque de originalidade, a melhor palavra que descreve Barcelona, em minha opinião, é: descolada. A capital catalã nos enxuga desde a sua primeira visita, com sua arquitetura única, seu misto de moderno e antigo, a presença de Antoni Gaudí (arquiteto modernista) em praticamente todo o seu entorno, seus pontos turísticos e suas praias recomendáveis e sua vida noturna memorável.

Sagrada Família
A segunda vez na qual pisei na cidade de Gaudí, prometi escrever – muito bem – sobre ela. Barcelona funciona por ela mesma, tem personalidade e se destaca de outras cidades da Europa devido a sua efervescência, não apenas cultural, mas jovial. As ruas estão sempre movimentadas, as terrazas sempre lotadas e os bares transbordam de pessoas de todas as idades.
Se Barcelona lidera o topo da lista de seus próximos destinos, leve o seu dicionário, seus guias de conversação (que tem me auxiliado muito quando conheço um país diferente), mas fique atento com o “portunhol”, pois a maioria das informações funciona em catalão, não em espanhol.

Algumas atrações turísticas valem uma breve descrição e algumas dicas básicas. Entre elas:

Sagrada Família – Esse monumento com certeza não poderia deixar de estar aqui. Como boas mochileiras, eu e minhas colegas fazíamos tudo a pé para gastar dinheiro apenas com atrações turísticas que valessem a pena (como essa!) e, confessemos, para comprar vinho e cerveja. A vista de fora é impactante, e dependendo da época do ano você pode encarar filas quilométricas. Programe-se para passar pelo menos metade do dia visitando a catedral (por dentro e por fora) e, se possível, fique para assistir a uma missa. A Sagrada Família é o cartão postal da cidade de Barcelona, e sua arquitetura foi desenhada pelo arquiteto Gaudí – que está enterrado lá.

Camp Nou – Não precisa gostar de futebol para se encantar com esse estádio. Palco de shows com as jogadas de Neymar e Messi, a casa do time do Barça (FUTBOL CLUB BARCELONA), o Camp Nou apresenta para os seus visitantes algo que nunca encontrei em outros estádios. Com visitas guiadas, um museu, um tour pelos vestiários e uma capela em seu interior, o estádio atrai milhares de turistas todos os anos, com capacidade para 99 mil pessoas.

La Rambla – Aqui é o lugar aonde você esbanja de comprar roupas, lembrancinhas, quitutes, leques (símbolo espanhol), vivencia de perto a música de cantores espontâneos, artistas de rua, além dos quiosques de flores que enfeitam toda a avenida. Desde a Praça Catalunha até Porto Velho, La Rambla é um local turístico que reúne turistas, moradores e visitantes de todos os lugares do mundo. Vale lembrar que não é porque é um centro de compras que necessariamente é mais barato. O euro costuma ser pesado aqui como no resto das capitais europeias.

Parque Güell – Embora seja um pouco afastado do centro, vale a visita. O parque engloba esculturas e uma construção particular (semelhante a toda a cidade de Barcelona), e sua vista principal é alvo de cenários de filmes como “O Albergue Espanhol” e “Vicky Cristina Barcelona”.  Ao seu redor, além de uma diversidade natural, é possível se deparar com lojinhas de souvenirs e comércios específicos.

Parque Guell, vista panorâmica da cidade  
Casa Batlló – Sua fachada chama a atenção de muitos passantes, e rende visitas ao longo do ano. Toda a sua estrutura é desenhada pensando em coisas, sejam cogumelos, gotas de água ou espinhas dorsais de animais pré-históricos. A Casa Batlló também foi concebida por Antoni Gaudí, com um “quê” de expressionismo, listando assim como Patrimônio Mundial da UNESCO. Vale destacar também que a casa pode ser chamada de “Casa de las Máscaras” ou “Casa de los Huessos” devido a seus elementos decorativos.

Fundação Joan Miró - Essa atração é um pouco mais reservada aos amante da arte. Com muitas cores, a arte contemporânea de Miró ilumina todo o Parque de Montjuic, onde se localiza. Joan Miró (1893-1983) foi considerado por muitos críticos e estudiosos da área como um dos maiores pintores e escultores surrealistas da época, vencedor assim de muitos prêmios relacionados à cultura.


*360 Hostel Arts&Culture – Não é nenhum ponto turístico, mas se quiser se hospedar por Barcelona, eis a melhor opção. Sou suspeita para falar sobre esse hostel, mas ele tem meu voto como melhor da Espanha. Recomendadíssimo, aqui você vai encontrar um pessoal animado, com dinâmicas diurnas - Walking Tours - e noturnas – Pub Crawls, noites de paella e vinho, baladas com música boa, bares com muitos mojitos – nada melhor para sentir na pele a cultura catalã. (facebook.com/360hostelarts?fref=ts)

OBS: A maioria dos locais tem acesso á meios de transporte como metrô, ônibus ou bicicletas – as vias são bem divididas entre carros e bicicletas.





segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Frida Kahlo - uma tradição mexicana

Há algum tempo venho querendo escrever sobre uma das minhas personagens favoritas, a artista Frida Kahlo. As suas obras intensas sempre me chamaram a atenção – nem sempre de maneira positiva – e após assistir ao filme e ler alguns artigos sobre sua biografia, percebi como ela merece ser conhecida e como este símbolo feminino serve de inspiração para lutar pela vida e pelo que se ama. Com uma trajetória repleta de sofrimentos e superações, Magdalena Carmen Frieda Kahlo, também conhecida como Frida Kahlo, é hoje um dos marcos da cultura artística mexicana, latina e mundial. 

Nascida em julho de 1907, em Coyoacán, no México, teve suas raízes provenientes de artistas (fotógrafos, pintores autorais) e se tornou, através da maneira de se vestir, viver e lutar, uma apaixonada e revolucionária das tradições mexicanas. Vale destacar aqui que as vestimentas usadas por Frida – sempre muito coloridas, festivas e florais – tornaram-se hoje um modelo, uma característica e um dos símbolos culturais do México.
Desde muito jovem sua vida se tornou alvo de complicações. Aos seis anos de idade, Frida havia contraído poliomielite, deixando-a com uma lesão visível em seu pé esquerdo, com dificuldades de andar. Mais tarde, aos dezoito anos, a artista sofreu um acidente de ônibus em que teve múltiplas fraturas, necessitando de 35 cirurgias para se recuperar. Durante este período em que estava impossibilitada de se mexer, apenas em sua cama, deu início a sua carreira artística, retratando em seus quadros ela mesma, o seu autorretrato.

"Autorretrato com colar de espinhos e colibri" (1940)
Conhecida também pela sua vida amorosa, em 1929, Frida se casa com o pintor Diego Rivera, considerado um dos maiores artistas plásticos do século XX. Muitos autores e biógrafos da artista destacam os pontos construtivos do casamento entre os dois: Diego Rivera era muito reconhecido na vida da mexicana pelo fato de ter-lhe auxiliado a desenvolver sua carreira artística, sempre apoiando e divulgando as suas obras ao redor do mundo, junto a suas turnês internacionais. Porém, o relacionamento de ambos se viu marcado por muitos altos e baixos, com separações e reconciliações constantes. Os momentos instáveis do casamento se deram principalmente devido a problemas de infidelidade – especialmente por parte de Diego, que se relacionou diversas vezes com sua irmã, Cristina Kahlo – mas isso não impediu que Frida continuasse incondicionalmente apaixonada pelo pintor.Embora existam controvérsias em relação a essa teoria, constata-se que a artista Frida Kahlo também teve os seus momentos de traição, vivendo um romance escondido com o revolucionário bolchevique russo, Leon Trotsky, que foi convidado a abrigar-se em sua casa no México por motivos de segurança. Por mais que o relacionamento de Frida e Diego tenha sido marcado por instabilidades, não se pode negar que ambos se tornaram um dos casais mais personalizados e influentes do século XX.
Um dos principais pontos a serem enfocados quando se trata da artista são as suas obras. Suas pinturas são um retrato vivo de sua trajetória, e através dos traços intensos e coloridos de Frida, percebe-se que esta usava muito da arte para expôr suas angústias, dores, sofrências e alegrias. Destaco aqui algumas das minhas obras favoritas de Frida Kahlo – todas com significados distintos – além de marcantes para a cultura latina: “Autorretrato em vestido de veludo” (1926); “Frida Kahlo e Diego Rivera” (1931); “As duas Fridas” (1939); “Autorretrato com colar de espinhos e colibri” (1940); “A Coluna Partida” (1944).
Aos interessados na vida de Frida e para o entendimento cronológico da artista, recomendo o livro ”Frida – A Biografia”, de Hayden Herrera (aos pacientes, porque a leitura é longa) ou o longa-metragem “Frida”, dirigido pela cineasta americana Julie Taymor, com a participação dos atores Salma Hayek e Alfred Molina.
Dica turística: Quem deseja imergir na vida íntima de Frida e Diego, não deixe de visitar “La Casa Azul”, no bairro de Coyoacán, México. Primeiramente residência da família Kahlo, algum tempo depois passou a ser o ninho romântico do casal, tornando-se hoje o Museu da Frida Kahlo. O local abriga cartas, livros, quadros, paredes rabiscadas e objetos intactos, todos utilizados pelos membros que já habitaram a casa, famoso ponto turístico mexicano. 

É claro que viajar até o México não é uma tarefa cotidiana, mas existe uma possibilidade de se aproximar da artista, em São Paulo: até dia 10 de janeiro de 2016, 20 obras de Frida Kahlo estão expostas no Instituto Tomie Ohtake, na exposição “Frida Kahlo, conexões entre mulheres surrealistas no México”. Para mais informações: 
www.institutotomieohtake.org.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Um Conto Chinês

Há muito o cinema argentino tem dominado as salas de cinema e cineclubes do mundo todo, seja com seus clássicos ou com seus filmes contemporâneos. Com uma pegada independente, o cinema dos “hermanos” encanta por diferentes motivos, em especial devido aos seus roteiros imprevisíveis e originais que prendem a atenção do começo ao fim.
Alguns dos longas mais famosos contaram com nominações importantes em festivais cinematográficos, entre eles “O Segredo dos Seus Olhos”, vencedor de Melhor Filme Estrangeiro no ano de 2010, extravasando com dramaticidade a atuação de Ricardo Darín; “Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual”, que retrata as relações em um mundo influenciado pela tecnologia e “Relatos Selvagens”, com um roteiro que separa a civilização da barbárie.


Porém, quem predomina na minha lista de preferências argentinas é “Um Conto Chinês” (Un Cuento Chino), lançado em 2011 e dirigido por Sebastián Borensztein. Tocante, o filme tem um ritmo lento e cotidiano, enfocando pequenos ciclos e detalhes que incorporam personalidade ao longa-metragem.
A história começa com um fato bizarro: uma vaca caindo do céu. Logo depois, a cena se abre para Roberto (Ricardo Darín), um homem recluso e cheio de manias – dormir sempre às 23 horas, colecionar miniaturas em vidro e notícias esquisitas, sempre retirar o miolo de seu pão francês, contar parafusos – e que trabalha em uma loja de ferramentas.  
Capa do filme "Um Conto Chinês"
O filme muda de ritmo ao parar na cena em que Roberto olha atentamente os aviões – objeto presente em grande parte do filme – quando, de repente, Jun (Ignacio Huang), um chinês perdido por Buenos Aires, é arremessado do táxi. O encontro dos dois se dá de maneira hilária, uma vez que ambos não falam a mesma língua e se veem diante de um problema: encontrar o tio de Jun.
A rotina de Roberto é obrigada a mudar drasticamente quando “adota” Jun e presencia um choque de culturas em sua própria casa. Ao longo de semanas, ambos buscam maneiras de se comunicar e viver de maneira harmoniosa, porém um acontecimento imprevisível balança a relação de Roberto e Jun, mostrando que as coisas não acontecem por acaso. 
Como na maioria dos filmes, uma pitada de romance também está no ar em “Um Conto Chinês”. Embora seja uma personagem secundária, Mari se mostra perdidamente apaixonada pelo excêntrico Roberto, e presente em grande parte de seus pensamentos a cada cena que passa.

O que chama a atenção neste longa é não somente a simplicidade e a conexão com o público que Borensztein conquista, mas também a trilha sonora. Esta, que me encantou desde o início, acompanha de maneira intensa cada momento do filme, tornando-o o que ele é e o que ele busca mostrar. 


domingo, 9 de agosto de 2015

No estilo Flogging Molly

Hoje resolvi escrever um pouco sobre uma de minhas bandas favoritas que está aterrizando diretamente da Irlanda, Flogging Molly. O grupo tem uma mistura típica de irish folk com punk rock, além de uma mescla de nacionalidades presente em grande parte de suas músicas. Tendo como uma de suas características garantidas agitar o público, Flogging Molly conseguiu deixar uma marca memorável de seu show a todos que por lá compareceram.

Ao contrário do que muitos pensam, a banda é americana, mais especificamente de Los Angeles, Califórnia. Quem iniciou os processos musicais do grupo em 1997, foi Dave King, vocalista, nascido em Dublin, depois juntando outros integrantes do grupo como Bridget Regan, Bob Schmidt, Tedd Hutt, Nathen Maxwell, Matt Hensley e Dennis Casey.
O bar Molly Malone Irish Pub - que mais tarde seria parte do nome - foi palco inicial para para a mistura de acordeão, violino e bandolim do conjunto, além de berço para suas primeiras músicas. Ao longo dos anos, Flogging Molly foi se juntando a indústria da música, gravando e regravando, e assim alcançando sucesso mundial através de suas canções famosas como Drunken Lullabies, Devil's Dance Floor, Black Friday Rule, Salty Dog, entre outras.

Desde o ano de seu início, a banda conta com 9 álbuns renomadíssimos, sendo os principais Swagger (2000), Drunken Lullabies (2002), Whiskey on a Sunday (2006) e Float (2008). Vale destacar também que o grupo compôs parte da trilha sonora dos filmes Ps: I Love You, com If I Ever Leave This World Alive e  Mr. & Mrs. Smith, com The Worst Day Since Yestarday.


Se a sua vontade, após ouvir algumas de suas canções, é ir a um show deles - a agenda costuma ser espalhada pela Europa e Estados Unidos - prepara-se para ir vestido de preto, de verde ou fantasiado de leprechaun (figura mitológica da Irlanda), além de ficar imerso a rodinhas punk em frente ao palco, regado de whisky e cerveja a noite toda.

Site oficial: http://www.floggingmolly.com/splash_tour/

domingo, 31 de maio de 2015

Viajando com a Disney

Não sei se muitos de vocês pensavam isso quando pequenos, mas a minha maior dúvida após assistir a um filme da Disney ou da Pixar era sempre saber em que parte do mundo se passava a história. Algumas ficavam mais fáceis – devido a características marcantes do local que o longa mostrava, ou até mesmo a bandeira exaltada durante o filme – como Hércules, na Grécia; Lilo & Stitch, no Havaí; Mulan, na China ou A Nova Onda do Imperador, no Peru.
Empresas como Disney e Pixar são conhecidas também por manter mensagens implícitas em seus filmes, estas passando despercebidas por telespectadores em clássicos. Essas empresas multinacionais já criaram filmes o suficiente para cobrir grande parte do mapa mundi – da Europa à América do Sul, dos Estados Unidos à África. Analisando minuciosamente determinados longas-metragens que ambas produzem, percebe-se que nem sempre fica claro e evidente o local.
Começando o nosso tour pela riquíssima América Latina, nos deparamos com um filme que marcou infâncias mais “contemporâneas”, como Up – Altas Aventuras. Este longa se passa na Venezuela, mais precisamente mostrando o salto mais alto do mundo: Salto Ángel, com 979 metros de altura. Neste tocante filme, o local é apelidado de “Paradise Falls”, onde Carl decide transformar sua casa num balão e se mudar diretamente para lá.
Salto Ángel, Venezuela, retratado no filme Up - Altas Aventuras
Subindo um pouquinho, nos encontramos na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Sabem para qual filme essa fronteira se tornou cenário? Vida de Inseto. Produzido pela Pixar em novembro de 1998 e distribuído pela Disney algum tempo depois, o filme mostra muito de um dia a dia utópico de insetos, mas o seu local se torna – mais ou menos - visível quando se nota a migração dos gafanhotos e os períodos de chuva apresentados, característica típica dessa fronteira.
Trecho do filme "Dumbo"
Grande parte dos filmes produzidos pelos estúdios se passa nos Estados Unidos. Um dos exemplos é o famoso Toy Story, que ocorre na cidade de Ohio, coincidindo o clima e também uma teoria de que a história é a representação do realizador do filme, Lee Unkrich – nascido e criado em Ohio. Além de Toy Story, nos deparamos frente a frente com um dos meus clássicos preferidos da Disney, Dumbo. Este filme ocorre na Flórida, e foi lançado pela Disney em outubro de 1941, tornando-se o mais bem sucedido da empresa nos anos 40. Além de uma animação marcante, Dumbo ficou famoso também devido as suas canções “Pinks Elephants on Parade” e “When I See an Elephant Fly”.
Atravessando o Oceano, chegamos a Europa com uma gama de opções. Entre clássicos e contemporâneos, muitos filmes da Disney e da Pixar tem como lugar metrópoles, cidades e vilarejos europeus. 
A Alemanha foi palco do filme A Branca de Neve e os Sete Anões, um conto de fadas divulgado pela Disney no ano de 1937, baseado no conto dos Irmãos Grimm. Existe a famosa rota romântica na Alemanha, que vai desde Füssen até Wurzburg. Nessa viagem, os turistas se deparam com pequenos vilarejos e tradições alemãs muito semelhantes as que vemos em filmes de contos de fadas – principalmente em Branca de Neve.
Pinocchio, ou também conhecido como Pinóquio, é o protagonista de um dos filmes animados mais famosos. O bonequinho de madeira, que tinha um nariz que crescia a cada mentira que dizia, tem como palco a belíssima Itália, mais especificamente Florença. O filme é considerado atualmente um dos mais bem produzidos pelo estúdio Disney, datado do ano de 1940.
Peter Pan, produzido em 1953 e baseado numa peça teatral, é um longa animado que marcou a infância de muitos de nós. Tendo como plano de fundo Londres, na Inglaterra, alguns trechos do filme mostram claramente o local - vista panorâmica da capital inglesa – e também o Big Ben, um cartões postais da cidade.
Filme "Peter Pan" mostrando o Big Ben


Descendo, nos encontramos em meio à flora africana. Filmes como Tarzan e O Rei Leão ficam nítidos terem como cenário o continente da África, mostrando muitas vezes uma realidade distorcida - e talvez um pouco ignorante – do local, especialmente no filme de Tarzan, em que o autor original do personagem cria uma visão de “civilizações perdidas” em meio a selvas. A Disney não deixa claro quais os exatos países, porém é possível pensar, dentro das características, que o primeiro se encaixe na Nigéria, e o segundo deixe dúvidas entre a Tanzânia e o Quênia. (Leia mais sobre “O Rei Leão” em: http://lecroissantvoyageur.blogspot.com.br/2014/01/segredos-de-o-rei-leao.html).

Uma pequena paradinha na Ásia merece o nosso destaque. Mogli, o Menino Lobo, é um filme da Disney baseado em um livro do autor Rudyard Kipling (1865-1936), que fez um sucesso estrondoso no ramo da arte. Esse longa se passa nada menos do que na Índia, onde os personagens famosíssimos Mogli e Balu se juntam para cantar “necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais...”
Opera House Sydney aos fundos do filme "Procurando Nemo"


Encerrando nossa pequena volta ao mundo, a Austrália é o lugar escolhido do filme Procurando Nemo. A trama se passa na Grande Barreira de Corais - finalista da New7Wonders of Nature (Sete Maravilhas Naturais do Mundo) – além de mostrar também a Opera House Sydney, uma vez que Marlin chega ao seu destino. Vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação em 2004, o filme retrata a vida submarina semelhante á vida humana, tendo como personagens principais Marlin, Nemo, Dory. 



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Quem é quem em Meia-Noite em Paris

Com muitas saudades de Paris, me dediquei a assistir pela décima vez Meia-Noite em Paris. Aquelas paisagens turísticas e a trilha sonora criaram uma pauta inusitada na minha cabeça: quero destacar e contar um pouco da vida de cada personagem artístico que aparece na trama. Desde Picasso até Dali, desde Cole Porter até Hemingway.
Aos que não conhecem, o filme é uma comédia romântica dirigida por Woody Allen, com a presença de Owen Wilson, Rachel McAdams e Marion Cotillard no elenco. Lançado em 2011, Gil (Owen Wilson) vai com sua noiva Inez (Rachel McAdams) para Paris – cidade que lhe desperta sentimentos positivos – e tenta a todo custo ter ideias e escrever o seu livro, uma vez que ele é escritor e roteirista. Durante passeios noturnos, que realiza sozinho pela capital, é transportado para diferentes épocas a partir do badalar dos sinos da meia-noite. Então, conhece personalidades fortíssimas do meio artístico e cultural, como o casal Fitzgerald, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Salvador Dalí, além de se apaixonar por Adriana (Marion Cotillard). A trilha sonora é composta pelo francês Stéphane Wrembel, sucesso garantido com a famosa música “Bistrô Fada”.
Gil (Owen Wilson) no filme Meia-Noite em Paris
Como são muitos os personagens apresentados no longa metragem, não colocarei todos aqui. Embora todos, sem exceção, mereçam uma descrição aprofundada sobre as suas contribuições para o universo cultural, porém cito aqui apenas alguns dos mais famosos: 

Cole Porter (1891-1964): músico e compositor americano, Porter foi um dos maiores contribuintes para o Great American Songbook – lista americana que engloba as canções mais famosas e populares dos Estados Unidos do século XX. No filme, Porter aparece cantando sua obra “Let’s Do It”, que o levou para a Broadway no ano de 1928. 

F. Scott Fitzgerald (1896-1940): considerado um dos maiores escritores do século anterior, Fitzgerald ficou famoso devido a suas grandiosas obras “O Grande Gatsby” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Infelizmente, sua saúde foi fortemente afetada pelo alcoolismo, vindo a falecer alguns anos depois e deixando uma marca simbólica para a literatura mundial. Durante a trama, o escritor aparece sempre em festas, com sua esposa. 

Zelda Fitzgerald (1900-1948): esposa do escritor F. Scott Fitzgerald, Zelda também era escritora – mais precisamente de romances – e apelidada carinhosamente de “a primeira melindrosa americana”.  O casal fez sucesso logo no início da carreira, e foram considerados por veículos de comunicação americanos como a concretização da “Era do Jazz”.

Josephine Baker (1906-1975): dançarina e cantora norte-americana, Baker é também conhecida como “Vênus Negra” ou “Pérola Negra”. Eu nunca tinha ouvido falar dela, e a deixei passar sem dar muita atenção quando revi o filme, porém uma dica aos amantes da dança: procurem por ela. Com um gingado impressionante, a Vênus Negra pode ser considerada a rainha do charleston (dança surgida nos anos 20, som de divertimento dos cabarés).

Josephine Baker, dançarina e cantora
Thomas Stearns Eliot (1888-1965): popularmente conhecido como T.S. Eliot, foi um poeta, dramaturgo e crítico literário americano. Honroso devido as suas obras recebeu o Prêmio Nobel da Literatura em 1948 e foi criador do famoso poema “A Terra Desolada”. Eliot mostrou durante toda sua vida uma linha de afeição para os Estados Unidos e a Inglaterra.

Ernest Hemingway (1899-1961): o célebre escritor e jornalista norte-americano teve as suas obras marcadas devido ao seu trabalho de correspondente de guerra, onde cobriu a Guerra Civil Espanhola. Instalou-se em Madrid, partindo logo depois para Cuba, mais especificamente Havana. Hemingway escreveu romances durante toda sua vida, desde “Por Quem os Sinos Dobram” até “O Jardim do Éden” e na trama, nota-se o escritor de forma distante, fria, sempre recitando suas frases famosíssimas de vida. 

Pablo Picasso (1881-1973): provavelmente Picasso é um dos artistas mais conhecidos nesse mundão. Claro que ele merecia um post á parte, apenas dele, porém tentarei ser breve e concisa em meu pequeno resumo sobre o pintor. Espanhol, além de pintor foi também dramaturgo e poeta, sendo um dos artistas mais influentes do século XX e co-criador do movimento cubista. É criador das obras “Guernica”, “Les Demoiselles d’Avignon” e “Le Rêve” reconhecidas e repintadas por milhares de outros artistas, em forma de paródia ou imitação proposital. Picasso teve os seus anos marcados por fases, estas muito famosas no mundo da arte – fase azul, fase rosa, fase africana, fase do cubismo.


"Guernica", obra de Pablo Picasso
Paul Gauguin (1848-1903): pintor francês, contou com uma forte relação artística com o pintor Vincent Van Gogh e é conhecido pelas suas obras “When Will You Mary?” e “Where Do You Come From?”.  Seus quadros tem um quê de influência de lugares como Taiti, Martinica, uma vez que morou lá para se libertar dos condicionamentos que a Europa oferecia.

Edgar Degas (1834-1917): meu pintor e escultor favorito também merece uma matéria a parte, porém é indispensável resumir brevemente a sua trajetória aqui. Parisiense nato, Degas é conhecido pelos seus quadros e esculturas de bailarinas, captando muito bem os movimentos e gestos das dançarinas. Dificilmente enquadrado em um movimento, tem mais tendência a se encaixar no impressionismo, devido às cores e os tons pastéis que utilizava em seus quadros. Suas obras mais famosas são “A Pequena Bailarina de Quatorze Anos”, “A Primeira Bailarina”, “A aula de dança”.

Salvador Dalí (1904-1989): e por último – mas não menos importante – está Dalí, aquele ícone singular do universo da arte. Pertencente ao movimento surrealista, suas obras como “A Persistência da Memória” e “Metamorfose de Narciso” são famosas ao redor do mundo. Embora por poucos minutos, Dalí é representado pelo brilhante ator Adrien Brody, no filme de Meia-Noite em Paris.
Adrien Brody como Salvador Dalí

terça-feira, 5 de maio de 2015

Meus 7 DJs

Ao som de muita música eletrônica e ainda na pegada da Tomorrowland, decidi desviar um pouco o assunto de viagens e ranquear os meus DJs favoritos.
Com muita dificuldade e depois de ter pensado (e escutado) muito, listo aqui o meu TOP 7, com algumas músicas e informações para vocês.

7. Martin Garrix

Super novinho (18 anos!), conseguiu conquistar rádios e pistas do mundo inteiro com seus sets remixados que não deixam ninguém parado. Nascido em Amsterdã, na Holanda, Garrix se apaixonou pela eletrônica ao assistir um show de Tiësto, na abertura dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Ao longo dos anos, Garrix conseguiu manter sua fama de DJ tocando em eventos, e conquistou sucesso mundial com seu single "Animals", lançado em 2013.
Tornou-se o DJ mais novo a alcançar o Beatport - site de compra de música online do gênero de música eletrônica - e hoje faz parceria com outros compositores renomados, além de sucessos internacionais como "Wizard", "Turn Up the Speakers", "Tremor" e "Virus".



6. Tiësto

O mais velho da nossa lista é ele, o holandês Tijs Michiel Verwest, ou Tiësto, como é conhecido. Com 46 anos, o DJ está em atividade desde 1985 e agita baladas e festivais de todos os continentes, até hoje.
Os seus gêneros musicais são variados e podem ser resumidos em eletrônica, trance, trance progressivo - versão mais calma e lenta do trance normal - dance e house. Tiësto foi considerado o melhor DJ do mundo três vezes consecutivas pela DJ Magazine (2002, 2003 e 2004), ou também chamada de Djmag, revista mensal do Reino Unido que elege os melhores compositores e singles (djmag.com). Ademais, Tiësto ganhou títulos como Dance Music Award Germany Best Trance Artist, World Dancestar Award U.S.A. Best International DJ e IDMA award for Best Global DJ, mostrando o seu reconhecimento mundo afora.



5. David Guetta 

Com uma pegada mais pop do que a maioria, Guetta não podia deixar de aparecer nessa lista. Nascido na França em 1967, tem título de compositor, produtor e DJ, além de parcerias com grandes nomes da música contemporânea como Rihanna, Flo Rida, Sebastian Ingrosso, Nicki Minaj, Ariana Grande, Avicii, Ne-Yo, entre muitos outros.
Uma pequena curiosidade para os fãs: o francês já remixava e organizava festas em seu porão aos 14 anos de idade, e desde então domina os primeiros lugares de rádios, listas e nominações.
Seu primeiro hit foi "The World Is Mine", em 2005, seguido de músicas que viriam a ser sucesso como "Love is Gone", "Dangerous", "Play Hard", "She Wolf", "Memories", "Lovers On The Sun". Indicado a alguns prêmios importantes da música como Grammy Awards, venceu duas vezes "Gravações Remixadas", com os singles "Revolver" e "Sunshine" (a última, sendo parceria com Avicii).



4. Armin Van Buuren

Eleito pela Djmag o número 1 cinco vezes consecutivas, Armin Van Buuren é considerado um dos melhores DJs e produtores musicais. Nascido na Holanda, mais especificamente em Leiden, o DJ tem alguns apelidos que merecem destaque: Amsterdance, Gaia, E=mc².
Sua fama se dá não apenas pelas suas músicas e remixes famosérrimos como "In and Out of Love", "This Is What It Feels Like", mas também pelo seu programa semanal de rádio chamado A State of Trance (enter.astateoftrance.com), lançado em 2001 e com milhares de ouvintes.



3. Afrojack

O Top 3 é sempre o mais difícil de eleger, mas vamos lá. A minha escolha para o terceiro lugar foi Afrojack, ou Nick van de Wall para os super íntimos. Holandês, 27 anos de idade e em atividade desde 2006, chama a atenção pelos seus diversos remixes e participações especiais em singles como "Give me Everything", "Hey Mama" e "Turn Up The Speakers".
Embora tenha encarado algumas críticas com seu novo álbum "Forget the World", o DJ é uma ótima pedida aos amantes de música eletrônica, uma vez que "Ten Feet Tall", "Illuminate", "The Spark" não param de tocar.



2. Avicii

Tim Bergling ou Avicii, é um DJ sueco muito renomado que ao longo de sua carreira fez parcerias fortíssimas com artistas do mundo musical. Seus hits - assim como David Guetta - tem uma tendência a aparecer com mais frequência em rádios e clipes de televisão, uma vez que tem um estilo mais "leve" e personalizado.
Fortemente influenciado por Tiësto, David Guetta e Sebastian Ingrosso, o DJ sueco produziu sucessos como "Wake Me Up", "The Days", "The Nights", "Levels", "Hey Brother", que se tornaram músicas essenciais em baladas e shows do mundo inteiro.


1. Hardwell

A minha primeira posição vai para Hardwell, o meu ponto fraquíssimo da música eletrônica atual.  Com 27 anos de idade, nascido em Breda, Holanda, Hardwell é atualmente o DJ número 1 nomenado pela DJ Magazine, Djmag.
Dono de sua própria gravadora, Revealed Recordings, o holandês é produtor musical de trance progressivo e electro house. Embora os seus sucessos remixados sejam variados, existem músicas que se destacam no cenário internacional como "Call Me a Spaceman", "Apollo", "Dare You", "Never Say Goodbye", "Young Again".